domingo, 31 de janeiro de 2010

Essa tal de vida...

Sempre ouvi que a vida é cíclica, que o mundo dá voltas, mas, ainda, embora concordasse, não me remetia a nenhum exemplo concreto. Eis que me peguei matutando sobre o que estava fazendo nesta mesma época do ano passado e, de fato, estava, em todos os sentidos, muito diferente (negativamente) de hoje, principalmente no que diz respeito a sentir-se bem, a estar e ser feliz, a sorrir com espontaneidade, a estar cercada de boas pessoas, que jamais fariam mal a quem esteve ao seu lado, acolhendo-as; a respeitar e ser respeitada.


Passo pelos sofrimentos sabendo que irão passar e, quase sempre, consigo acelerar o processo e pular para o aprendizado; vem-me uma curiosidade imensa sobre o que está por vir, então acabo tendo o hábito de viver de futuro, não de passado. Acho que é a melhor qualidade que tenho em relação a mim mesma. Minha paz de espírito agradece.


Acredito que o mundo gira e que não preciso sentir nada de negativo por ninguém, afinal de contas, o universo se encarrega disso, e eu tenho mesmo mais o que fazer (ou seja: se um dia roubarem seus móveis e mancharem suas roupas, relaxe. Pelo menos não vai ser você que vai ficar com tudo de segunda mão e terá que conviver com seus remorsos e com o desprezo dos outros, não é isso? Eis uma desculpa para ir às compras e lamentar a pequenez inacreditável do próximo. Que reste a compaixão!).


Toda vez que me sinto triste, procuro sorrir; procuro meus melhores amigos; procuro a natureza, que me preenche de vida, renova, revigora. Meu lugar no mundo é onde está minha família acolhedora, onde estão meus amigos de infância, onde estão minhas melhores lembranças, onde sempre fui feliz, onde está a minha paz e meu sorriso constante: meu bairro simples, minha cidade maravilhosa e a minha própria mente.Quero conhecer o mundo inteiro, mas, ao mesmo tempo, não sei se faço questão. Talvez o carnaval com os amigos em Rio das Ostras, falando um monte de bobagens, seja mesmo muito mais interessante e memorável que ir a Paris.


Para ser feliz, preciso, apenas e exageradamente, de cores, verdades e risadas. A simplicidade me preenche, completa-me, afaga-me de forma incalculável, indescritível, indizível. Não é à toa que, quando fecho os olhos, sinto-me tirando um cochilo na fazenda, com aquele cheirinho de grama gostoso, além de ar puro, borboletas voando, margaridas balançando ao vento, e girassóis deslumbrantes contorcendo-se (e isso tudo sem despertador estraga-prazer , no ápice do sonho, para me beliscar).


Existe um mundo imenso a minha volta, existem nuvens se formando no céu, e felicidade tomando conta do coração. Tudo se renova, dá certo e acarinha a alma que, em plena paz, agradece a ausência de tensões e pessoas desnecessárias. E como é maravilhosa essa tal de vida! E como é bom poder dizer que EU SOU MUITO FELIZ, de novo!!!



Tatiana

2 comentários:

Amanda Santos disse...

Legal,eu lendo um ano depois que você escreveu...!

Tatiana Rodrigues (Devaneios etc) disse...

na verdade, você leu 3 anos depois...rs